Olha, presta atenção, eu sei que o mundo tá feio. Eu sei que as coisas tão perdendo todas as cores, até o mais colorido dos cantos anda desbotado. Eu sei que a vida tá triste, e que só passa desgraça no jornal. Eu sei de tudo isso, sei o quanto isso dói, o quanto isso corta no fundo da alma da gente. Mas sabe o que dói mais? Saber que as pessoas andam perdendo a vontade de brotar sorriso nos rostos das outras pessoas. Perdendo a vontade de levantar de manhã e pensar ''hoje eu vou fazer alguém sorrir''. Ou até mesmo, a vontade de se fazer sorrir, um sorriso sincero, bonito e simples. Aquele sorriso que surge quando você passa os dedos, calmamente, pela cabeça de um cachorro e fecha os olhos. Aquele sorriso que surge nos teus lábios de forma inesperada, quando um senhor com cara de avô fofinho sorri para você na rua. As pessoas perderam essa vontade de colorir o mundo de cores bonitas, cores alegres.
E a cada pessoa que desiste de fazer o mundo sorrir, morre um pedacinho dessa vontade, aí dentro do seu peito. É triste né? As pessoas estão perdendo a capacidade de aproveitar as pequenas coisas. Me diz você, tem coisa mais gostosa do que sentir o vento carregando um punhado de folhas, no fim da tarde? Tem coisa melhor que ouvir aquele trecho daquela música, dentro da sua cabeça, quando aquela pessoa se aproxima? Sei que você pensou em uma pessoa e em um trecho especial. Não é difícil, não arranca pedaço. É só ser, fluir, agir. Não pensem. As pessoas pensam muito, o cérebro só comanda o corpo, quem cuida da alma é o coração. Sabe o que vai ser do corpo quando tudo acabar? Comida de verme. A alma prevalece, nem que seja voando por aí, sem rumo. Olhando cuidadosamente cada pessoa pela qual ela zelava quando viva. Mas a alma continua de alguma forma.
Só quero te pedir pra não parar, para não desistir. Não é justo culpar o amor, e perder-se dele por causa de uma experiência ruim. Tem sempre alguém querendo te salvar desse caminho sujo e cheio de corpos vazios e sem rumo. Não é certo lotar sua boca de bocas sem porquê. Não vai para esse lado.. O sorriso ainda pode existir sim, só dá uma chance. Não desista antes de tentar.
Afinal, seu sorriso é responsável por tantos outros. Porque querer que ele morra, ou se transforme em algo infinitamente menos bonito?
segunda-feira, 21 de novembro de 2011
sábado, 12 de novembro de 2011
Acendi as luzes e te encontrei ali, escondido no meio de duas cobertas. Só os pés para fora, e a cabeça escondida sob uma delas. Mesmo sem ver, eu sabia qual era o tamanho do seu sorriso. Aquele teu sorriso travesso, de quem apronta mas gosta do que faz.
Cheguei pertinho, na ponta dos pés, toquei de leve seu tronco e te fiz cócegas, delicadamente. Você riu. Eu sorri com o som da sua risada e descansei minhas mãos nas suas costas, e você jogou longe teu esconderijo de tecido, seus olhos buscaram os meus, meu sorriso se ampliou, assim, involuntariamente. Você se ajeitou, mas continuou deitado, buscou minha mão esquerda e ficou brincando com ela. Encaixando e desencaixando teus dedos finos nos meus, guardando minha mão dentro da tua... Ficou assim, por quem sabe uma eternidade, ou talvez poucos instantes. Brincando com a minha mão no meio do silêncio feito por nós dois. O tempo para quando você está por perto, perco toda a minha noção fraca do tic taquear do relógio. De repente, você começou a falar. Dizia coisas doces, e olhava dentro dos meus olhos. ''Eu gosto de você, eu te amo sabe?'' ''Gosto de ficar assim com você, sem fazer nada, só assim, quietos...''. Eu sorria, sorria sem saber o que falar. Queria te dizer que sentia o mesmo, que adorava ficar assim com você. Mas a voz não saia, e eu continuava te sorrindo. Depois de um tempo assim, você foi para a frente, e me jogou no tapete. Foi a minha vez de receber as cócegas a pouco feitas em você. Eu tentava esconder a vontade de rir, mas não há necessidades de máscaras com você. Eu não preciso de disfarces. Eu não tenho vontade de brigar, com você tudo o que eu quero é paz. Quero que você me encontre ao longo de um corredor qualquer, como quem não quer nada, que coloque meus cabelos para trás, levante meu rosto e me beije. Quero encontrar seus olhos por entre o vão de uma porta meio aberta, e sorrir com seu sorriso bobo. Quero seus braços entorno dos meus ombros enquanto o mundo me levanta ou me joga no chão.
Eu sinto que, cada vez que você está por perto, eu só preciso ser eu mesma.
Você não achou ruim, e continuava falando, sem se importar com meus silêncio. Acho que meus olhos te diziam tudo, diziam tudo o que eu não conseguia colocar em palavras. Mas você entendia, eu sentia isso dentro da minha alma. Você sabe. Você entende, percebe.
Talvez seja essa a chave de tudo. Meu silêncio nem tão silencioso assim.
Se você entende, você aceita. E isso basta pra mim.
Cheguei pertinho, na ponta dos pés, toquei de leve seu tronco e te fiz cócegas, delicadamente. Você riu. Eu sorri com o som da sua risada e descansei minhas mãos nas suas costas, e você jogou longe teu esconderijo de tecido, seus olhos buscaram os meus, meu sorriso se ampliou, assim, involuntariamente. Você se ajeitou, mas continuou deitado, buscou minha mão esquerda e ficou brincando com ela. Encaixando e desencaixando teus dedos finos nos meus, guardando minha mão dentro da tua... Ficou assim, por quem sabe uma eternidade, ou talvez poucos instantes. Brincando com a minha mão no meio do silêncio feito por nós dois. O tempo para quando você está por perto, perco toda a minha noção fraca do tic taquear do relógio. De repente, você começou a falar. Dizia coisas doces, e olhava dentro dos meus olhos. ''Eu gosto de você, eu te amo sabe?'' ''Gosto de ficar assim com você, sem fazer nada, só assim, quietos...''. Eu sorria, sorria sem saber o que falar. Queria te dizer que sentia o mesmo, que adorava ficar assim com você. Mas a voz não saia, e eu continuava te sorrindo. Depois de um tempo assim, você foi para a frente, e me jogou no tapete. Foi a minha vez de receber as cócegas a pouco feitas em você. Eu tentava esconder a vontade de rir, mas não há necessidades de máscaras com você. Eu não preciso de disfarces. Eu não tenho vontade de brigar, com você tudo o que eu quero é paz. Quero que você me encontre ao longo de um corredor qualquer, como quem não quer nada, que coloque meus cabelos para trás, levante meu rosto e me beije. Quero encontrar seus olhos por entre o vão de uma porta meio aberta, e sorrir com seu sorriso bobo. Quero seus braços entorno dos meus ombros enquanto o mundo me levanta ou me joga no chão.
Eu sinto que, cada vez que você está por perto, eu só preciso ser eu mesma.
Você não achou ruim, e continuava falando, sem se importar com meus silêncio. Acho que meus olhos te diziam tudo, diziam tudo o que eu não conseguia colocar em palavras. Mas você entendia, eu sentia isso dentro da minha alma. Você sabe. Você entende, percebe.
Talvez seja essa a chave de tudo. Meu silêncio nem tão silencioso assim.
Se você entende, você aceita. E isso basta pra mim.
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
Te quero, te preciso.
Minha mão ainda queima com o toque leve da tua. O sol já se escondia
atrás das nuvens, deixando uma iluminação fraca quando reencontrei teus olhos
verdes. Os. Seus. Olhos. Verdes. Verdes do mais puro tom, cor da mais pura
fruta tropical ainda não descoberta na Amazônia. E no momento em que olhei nos
teus olhos, percebi que ali estava tudo o que eu queria. O que eu mais
precisava. Você e nada mais. Talvez uma
dose a mais regada de você, a vontade. Talvez isso e somente isso. Mas você que
nunca me diz nada, mais uma vez me olha sem nada dizer, se vira e sai andando.
Tudo bem, vai bem amor. Mais um tempo sem você do meu lado... Acho que
consigo. Talvez fosse mais fácil se eu não
precisasse olhar em teus olhos bonitos todos os dias, se os traços finos do teu
rosto não me assombrassem a cada duas horas... Ou mais. Ou menos. Você sempre tão presente e tão ausente em
todos meus dias... Nunca sei o que te puxa para perto de mim. Sonho sempre com
você, todas as noites. Você me surge em sonhos, com uma naturalidade insana. Eu
sei que dali você não vai sair... Mas nem em sonhos te tenho por perto, e ainda
li tu me foge entre os dedos brancos de minhas mãos brancas e finas. E eu tento
te agarrar, tento me agarrar ao seu sussurro ao pé do meu ouvido naquela tão longínqua
sexta-feira. Tento com tudo o que tenho dentro do meu peito ferido. Incansavelmente.
Mas não há o que te mantenha ao leve toque da minha respiração irregular perto
de você. Cada vez que você me surge, tão ferino e translúcido, ao vivo e a
cores, como num jogo transmitido ao vivo da seleção brasileira em época de Copa
de Mundo. Todas as vezes que isso me pega de surpresa, me esqueço de como é
respirar. Não há ar para mim se estou longe de você. A vida não me sorri. E
cada gesto, cada toque, cada beijo em outros donos de corpos vazios e vagantes
pelo mundo... Bom, tudo tem girado em
volta de ti. Gira na minha irremediável tentativa de te arrancar de dentro do
meu peito. Não sei se quero te tirar de dentro de mim... Sei que quero te
deixar aqui dentro por longos anos, regados dos mais belos sorriso, dos mais
deliciosos beijos, e dos mais gostosos abraços. Seus seus seus. Tudo você. Tudo
seu. Toda tua. Você sempre tão insuportavelmente orgulhoso e ilegível. Tão incógnito
em minha vida... Ao menos não caímos nas besteiras ditas pelos invejosos e
pelas cobras peçonhentas que nos cercam com olhos vorazes, e com uma vontade
enlouquecida de estar em nossos lugares. Só que você saiba que nós poderíamos ter
tido tudo, meu amor. Chorei muito por você, hoje só me irrito de uma forma
terrível. Quero te socar, arrancar fora teus cabelos escuros e crespos,
arranhar toda tua pele branca. E te cuidar, te cuidar até que a vida volte a te
sorrir com o céu azul. Se azul não for a cor mais sorridente para ti, pinto o
céu. O tinjo de vermelho, tinjo o céu
com meu próprio sangue. Faço isso por você e mais ninguém. Ninguém me domina da
maneira chata que você faz. Ninguém me enraivece e depois me conduz a paixão queimante
em milésimos de segundo. Só você. Você é o único para mim. E eu quero ser única.
Somente a única. A única para você.
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