Vem. Eu te aceito de volta. Eu esqueço tudo o que eu fiz. Tudo o que você fez. Mas vem. Por favor.
Dói estar com você.. Mas dói bem mais estar sem você.
Larga dela. Nós dois sabemos que ela não vai passar pelo o que eu passei, por você. Você não me esqueceu, e nem vai tão fácil. Palavras suas. Não minhas. Por isso, vem. Volta aqui. Arruma o que a gente bagunçou. Nós não quebramos.. Só estamos com alguns problemas. Mas a gente arruma.
Volta atrás e diz que não da pra ficar sem mim. Diz que não da pra ficar sem meu cheiro e meu sorriso torto. Diz que ela não é boa como eu sou. Diz que ela foi pra ver se era longe de mim que você queria ficar. E não era.
Vem aqui e me diz que você sente muito. Eu te perdoo. Eu sinto muito pelo o que eu fiz também. Você me perdoa? A gente arruma isso daqui pra frente, segue a vida arrumando nossas bagunças. Sabemos onde elas estão, a gente consegue, meu anjo. Eu sei que sim.
Mas a decisão é sua. Você diz que não queria ficar longe. Mas não posso ficar perto se você não for meu. Vai doer, claro. E dói. Muito. Parece ferida aberta em carne viva e ninguém para de cutucar. Mas a gente cicatriza. A gente cura tudo o que está sangrando.
A dor também estava nos teus olhos. Eu vi, pela primeira vez, o que você sentia. Da pior maneira possível, mas eu vi. Suas íris castanhas me passaram o que estava dentro de você.
Por isso eu te peço, volta.
Minha armadura está no chão. O golpe final é seu. Ou você me mata ou me deixa viver. Sem adaga.
E eu gosto da vida.
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