Juro que quero aquele idiota. O idiota para quem eu dispenso toda a minha atenção... Aquele abraço idiota. Aquele beijo idiota. Aquele jeito estupidamente bom de me segurar pela base da coluna. Aquele jeito ridiculamente confortável na forma que você mordia com uma delicadeza insana meu lábio inferior, trêmulo.
Seus olhos brilhavam quietamente, em contraste com a luz piscante da festa rolando, poucos metros do lugar no qual seus braços me colocavam delicadamente junto ao teu corpo bom. Seu cheiro no meu cabelo, teu gosto na minha boca inchada e vermelha. Era um sonho. Um grande e estúpido sonho. Um universo extremamente paralelo no qual as coisas boas duram mais do que um milésimo de centésimo. Mais do que uma noite estúpida.
Não vejo mais motivos para criar ilusões extremamente auto-destrutivas para o que resta da minha sanidade emocional. A ordem na qual eu me joguei é: deixa de lado. A vida é curta demais para se levar em conta todas as besteiras que as pessoas vão dizer sobre você. Nunca se apegue as pequenas falas de pequenas pessoas. Grandes pessoas devem se importar com os grandes, esquecer os pequenos. Afinal, porque seriam pequenos? Não há grande relevância na vida destina a esse tipo de pessoa no campo terreno.
Peça um chocolate quente com chantilly e um muffin de blueberry na cafeteria mais próxima da sua casa. Abre o jornal e vasculha o caderno de lazer, olha aquele filme cabeça que as pessoas estão comentando.... Quem sabe não há algo interessante por ali? Alguém sentado na cadeira de trás da tua no cinema, com um refrigerante para complementar a tua pipoca comprada no impulso da gula. Não há nenhum grande segredo nisso, já que todas as calorias e gorduras colocadas para dentro serão colocadas para fora da mesma forma, pelo mesmo tubo molhado. Algumas transformações ocorrem nisso, mas qual o problema? Nada permanece o mesmo em nenhum momento da vida. As coisas mudam. As pessoas mudam. O tempo todo. Olha quem passa do teu lado na rua, sorria para quem bem entender. Mas sorria de verdade, abre aquele teu sorriso bonito que mostra todos os seus dentes perfeitamente imperfeitos. Você foi moldado nos mínimos detalhes para ser o erro mais certo que já cruzou meu caminho sinuoso e cheio de pedras. Pisou duro, olho no fundo dos meus olhos e disse: ''não vou sair daqui, baby, não tão fácil.''. Empinou o nariz, olhou para o outro lado e montou tua barraca. Bem ali, no meu marco-zero. Você se tornou o marco-zero da minha vida. Não houve vida sem você. Não me lembro de como eu era antes de teu acampamento teimoso no meu ponto de referência. Minha vida se divide em duas: antes e depois de você. Não há durante, meu durante é uma mancha obscura. Uma outra dimensão, você me coloca dentro de uma embalagem à vácuo e me deixa ali. Me joga de um lado para o outro, finca teus olhos médios dentro dos meus olhos assustados e acuados. Eu não te leio, eu não te vejo, eu não vejo modo algum de te decifrar. Te enxergo como um ponto de interrogação com pernas. Uma dúvida frequente e andante. Meu ponto de interrogação com o sorriso mais bem moldado e mais torto que já vi. Algo mudou dentro de mim, um reboliço enorme surgiu dentro do meu peito ao primeiro toque das tuas mãos grandes e fortes na minha cintura branca. Surgiu sim, e me surgiu de novo agora. No instante em que puxei a lembrança distante dos meus dedos para a superfície da minha mente estampada com o brilho dos teus olhos. No instante em que relembrei teus dedos buscando os fios do meu cabelo, para tirá-los do meu rosto, e teus lábios buscando os meus.
domingo, 30 de outubro de 2011
quarta-feira, 19 de outubro de 2011
Vê se escuta de vez quem te rodeia e me manda de uma vez por todas pro inferno. Aproveita enquanto a minha carência tá longe de afetar meus pensamentos me deixando cada dia mais insana. Escuta, baby, escuta. Manda tudo o que passou pensando em mim pro inferno, me manda lá pro meio. Chuta essas lembranças feias pra longe e se joga na tua vida nova. Aproveita que é de graça, isso ninguém te cobra, ninguém te tira. Se aproveita do mundo insano que te cerca, aproveita todo o tempo perdido.
Deixo até você me odiar, por um tempo, com todo teu corpo claro, deixo sim. Mas vê se toma cuidado com todo esse amor profundo transformado em ódio profundo. Ódio tem vez que não passa, e ódio sufoca. E se tem muito, fecha a tua garganta e gruda na tua mente, te impede de ver o certo.
Se joga no mundo, aproveita tudo o que tu tem direito e vê se me dá ouvidos ao menos uma vez: para de sofrer por mim. Não compenso tudo isso. Você vai trombar com alguém bom pra você em alguma esquina, bar, ou qualquer bosta assim. Talvez hoje, amanhã, daqui dez anos. Mas vai. Acredita. Entendo o suficiente dessas coisas pra saber se tu vai ou não ser feliz, e eu te digo e repito, baby, você vai. Arranca a bunda dos teus amigos do couro gastado do sofá velho da casa deles, leva pra night. Bebe, dança, olha. Ou bebe e senta na mesa, conversando e fazendo a porra toda que vocês, homens, são especialistas: nada. Mas me tira um pouco dessa tua cabeça suja de moleque com hormônios saltando para fora dos poros abertos da pele do teu corpo translúcido. Me tira, me arranca, me arrasta pra fora. Mas saí de mim, saí da minha vida, me deixa sair da tua.
Entenda, não te quero mal. De jeito algum, já passou minha fase de querer alguém mal. Odeio um ou outro puto perdido por aí, mas você não. Você é bom demais para ser odiado por mim. Não tenta mudar, para de colocar ideias estúpidas na tua cabeça pra me impressionar, me fazer voltar atrás. Eu não vou te ver de outra maneira novamente. Isso, chora, grita esperneia. Chora muito, lava tua alma, teu pulmão, tua mente, e principalmente teu coração. Teu coração é bom, mas não combina com o meu. Lava ele, livra ele desse amor doentio que tu sentes por mim há tantos meses.
Arrume um novo amor em um período de quinze dias, troque sem pensar se amará o mesmo da mesma forma que amava o último. Te entrega de peito, alma, coração, músculos, música. Faz que nem eu, arruma outro, outros, milhares de novos olhares para buscar dentro de multidões lotadas de tantos corpos com os mesmos objetivos fúteis. Mas vê se me abandona por ali, em algum canto escuro da tua alma. Eu fico aqui, no meu canto claro. Olhando pra nossas lembranças e sorrindo um sorriso gostoso de quem já foi feliz um dia, mas já não é mais tão feliz. Não tem chances de uma nova história para nós, baby, aceite isso de uma vez por todas. Não insista em uma coisa desgastada o bastante para te fazer chorar, te fazer querer morrer.
Entenda, não quero te ferir, nunca quis. Mas cheguei a um ponto em que já não tenho muitas opções: ou firo ou firo.
Deixo até você me odiar, por um tempo, com todo teu corpo claro, deixo sim. Mas vê se toma cuidado com todo esse amor profundo transformado em ódio profundo. Ódio tem vez que não passa, e ódio sufoca. E se tem muito, fecha a tua garganta e gruda na tua mente, te impede de ver o certo.
Se joga no mundo, aproveita tudo o que tu tem direito e vê se me dá ouvidos ao menos uma vez: para de sofrer por mim. Não compenso tudo isso. Você vai trombar com alguém bom pra você em alguma esquina, bar, ou qualquer bosta assim. Talvez hoje, amanhã, daqui dez anos. Mas vai. Acredita. Entendo o suficiente dessas coisas pra saber se tu vai ou não ser feliz, e eu te digo e repito, baby, você vai. Arranca a bunda dos teus amigos do couro gastado do sofá velho da casa deles, leva pra night. Bebe, dança, olha. Ou bebe e senta na mesa, conversando e fazendo a porra toda que vocês, homens, são especialistas: nada. Mas me tira um pouco dessa tua cabeça suja de moleque com hormônios saltando para fora dos poros abertos da pele do teu corpo translúcido. Me tira, me arranca, me arrasta pra fora. Mas saí de mim, saí da minha vida, me deixa sair da tua.
Entenda, não te quero mal. De jeito algum, já passou minha fase de querer alguém mal. Odeio um ou outro puto perdido por aí, mas você não. Você é bom demais para ser odiado por mim. Não tenta mudar, para de colocar ideias estúpidas na tua cabeça pra me impressionar, me fazer voltar atrás. Eu não vou te ver de outra maneira novamente. Isso, chora, grita esperneia. Chora muito, lava tua alma, teu pulmão, tua mente, e principalmente teu coração. Teu coração é bom, mas não combina com o meu. Lava ele, livra ele desse amor doentio que tu sentes por mim há tantos meses.
Arrume um novo amor em um período de quinze dias, troque sem pensar se amará o mesmo da mesma forma que amava o último. Te entrega de peito, alma, coração, músculos, música. Faz que nem eu, arruma outro, outros, milhares de novos olhares para buscar dentro de multidões lotadas de tantos corpos com os mesmos objetivos fúteis. Mas vê se me abandona por ali, em algum canto escuro da tua alma. Eu fico aqui, no meu canto claro. Olhando pra nossas lembranças e sorrindo um sorriso gostoso de quem já foi feliz um dia, mas já não é mais tão feliz. Não tem chances de uma nova história para nós, baby, aceite isso de uma vez por todas. Não insista em uma coisa desgastada o bastante para te fazer chorar, te fazer querer morrer.
Entenda, não quero te ferir, nunca quis. Mas cheguei a um ponto em que já não tenho muitas opções: ou firo ou firo.
terça-feira, 18 de outubro de 2011
Nenhuma chance de mostrar a emoção que está atrás da maquiagem delicada e deliciosamente trabalhada. Não falarei, ninguém sabe. Ninguém está vivo e sabendo. É fácil demais manter um segredo quando apenas duas pessoas o conhecem, e uma delas está sob a terra.
No início, desejei que você me fizesse bem, quis que você me desse motivos para sorrir aquele meu sorriso insano. Mas, hoje, depois de tantas noites com a cara sufocada pelo travesseiro, e com um nó seco e mal dado na garganta, eu só quero que você não me faça mal. Só quero que não me façam mal. Não posso exigir que você me pegue pela mão, me conduza por uma escadaria de mármore tão branco quanto o brilho das estrelas. Não há como exigir meu corpo dentro de um vestido champanhe, com pequenas pedras brilhantes bordadas até a barra, aos meus pés. Não posso exigir suas mãos em minhas costas nuas, em um buraco pensado e repensado e aberto no tecido fino e elegante de meu vestido bonito.
Ultimamente, não ando me permitindo nem sonhar. Nem a esse luxo posso me sujeitar. Histórias cinderelescas não são para mim, o amor não anda sendo para mim, mas ainda assim, essas histórias brotam em minha mente fudida de tantas ilusões e desilusões. Pura babaquice dizer que sonhar não custa nada, custa muito baby, custa muito, muito caro. Custa tua felicidade, tua esperança de uma vida mais bonita nesse mundo sujo. ''A esperança é a última que morre'' de morte morrida, mas a primeira a morrer de morte matada. A esperança morre primeiro nas mãos de gente fresca, assim como eu, como você.
Ando ouvindo que estou amarga, azeda. E ouço mais ainda pessoas tolas atribuindo essa amargura tão minha a minha falta de amor. Ah, baby, falta de amor não é. Eu sou amada, muito amada. Me amam muito, das mais diversas formas, intensidades, idades. Mas me amam, sou amada demais. Talvez, tenha esse meu jeito chato, irritante por excesso de amor, mas nunca por falta. Essa atenção demasiada me transformou nessa pessoa difícil de engolir a seco com a garganta pouco úmida que o mundo tem.
Vai lá, encosta tua barriga no balcão e pede um copo da vodca mais vagabunda que tu encontrar por ali. Você e esse seu espírito fraco não valem nem doze reais da vodca mais mediana que existir. Vira isso duma vez, seja homem pelo menos essa noite. Deixa o líquido sujo e puro descer queimando essa tua garganta fechada. Desista, baby, desista. Give up. Desse teu jeito encardido não há nada útil para ser tirado, nada que realmente valha a pena buscar. Suja tua boca na boca de outras vagabundas como as que você costuma passar suas noites, encosta teus lábios nos lábios de alguém com um batom podre, velho e barato.
Só vou te pedir para sumir, ou para entrar de vez na minha vida. Esse teu vai-e-vem me exaure, me cansa até o último fio da minha alma. Você não sabe como essa tua ausência tão presente me dói, me corta, me rasga por dentro. Só te peço uma coisa se resolver ficar: fica por completo, não te aceito pela metade. Não cato migalhas e restos de sentimentos sentidos pelo avesso. Pensa bem, se tu ficar me dou pra você. Te juro. Atravesso a avenida do mundo e paro no beco dos teus braços finos e protetores quando me abraçam pela minha cintura. Te asseguro que ali permaneço.
Mas se escolher ir embora, vê se escolhe bem. Pega o caminho do sol, e deixa que eu te guio pelo outro lado. Positivo, negativo. No teu caminho de sol, te guio no caminho das minhas escolhas tortas, erradas. Se fugir para a direção errada, te levo pro leste pra ver o sol nascer. Juro que te guio, juro que te cuido, jura que me cuida.
Te quero bem, vê se aguenta o peso que o mundo vai jogar em cima de ti. Chuta pra longe e vai, o mundo todo não é responsabilidade tua.
Só te cuida para não desandar, não gaste tudo por uma boca de batom vagabundo em algum boteco perdido na noite mais suja da tua vida nova. Olha dentro, vê alma, coração. Essa beleza física cai, murcha, deforma. A beleza de dentro levanta, infla, melhora. Mas vê se acha o equilíbrio, não quero encontrar contigo preso em braços belos e alma podre. Nem em alma nobre e braços podres. Coloca na balança, olha o lado que pende. Não tá reto? Joga fora. Precisamos de equilíbrio, baby, precisamos tanto... Se não achar, me procura. Te ajudo, me ajuda.
Mas vê se te cuida direito. Não posso te cuidar sozinha se tu não quiser também meu bem.
No início, desejei que você me fizesse bem, quis que você me desse motivos para sorrir aquele meu sorriso insano. Mas, hoje, depois de tantas noites com a cara sufocada pelo travesseiro, e com um nó seco e mal dado na garganta, eu só quero que você não me faça mal. Só quero que não me façam mal. Não posso exigir que você me pegue pela mão, me conduza por uma escadaria de mármore tão branco quanto o brilho das estrelas. Não há como exigir meu corpo dentro de um vestido champanhe, com pequenas pedras brilhantes bordadas até a barra, aos meus pés. Não posso exigir suas mãos em minhas costas nuas, em um buraco pensado e repensado e aberto no tecido fino e elegante de meu vestido bonito.
Ultimamente, não ando me permitindo nem sonhar. Nem a esse luxo posso me sujeitar. Histórias cinderelescas não são para mim, o amor não anda sendo para mim, mas ainda assim, essas histórias brotam em minha mente fudida de tantas ilusões e desilusões. Pura babaquice dizer que sonhar não custa nada, custa muito baby, custa muito, muito caro. Custa tua felicidade, tua esperança de uma vida mais bonita nesse mundo sujo. ''A esperança é a última que morre'' de morte morrida, mas a primeira a morrer de morte matada. A esperança morre primeiro nas mãos de gente fresca, assim como eu, como você.
Ando ouvindo que estou amarga, azeda. E ouço mais ainda pessoas tolas atribuindo essa amargura tão minha a minha falta de amor. Ah, baby, falta de amor não é. Eu sou amada, muito amada. Me amam muito, das mais diversas formas, intensidades, idades. Mas me amam, sou amada demais. Talvez, tenha esse meu jeito chato, irritante por excesso de amor, mas nunca por falta. Essa atenção demasiada me transformou nessa pessoa difícil de engolir a seco com a garganta pouco úmida que o mundo tem.
Vai lá, encosta tua barriga no balcão e pede um copo da vodca mais vagabunda que tu encontrar por ali. Você e esse seu espírito fraco não valem nem doze reais da vodca mais mediana que existir. Vira isso duma vez, seja homem pelo menos essa noite. Deixa o líquido sujo e puro descer queimando essa tua garganta fechada. Desista, baby, desista. Give up. Desse teu jeito encardido não há nada útil para ser tirado, nada que realmente valha a pena buscar. Suja tua boca na boca de outras vagabundas como as que você costuma passar suas noites, encosta teus lábios nos lábios de alguém com um batom podre, velho e barato.
Só vou te pedir para sumir, ou para entrar de vez na minha vida. Esse teu vai-e-vem me exaure, me cansa até o último fio da minha alma. Você não sabe como essa tua ausência tão presente me dói, me corta, me rasga por dentro. Só te peço uma coisa se resolver ficar: fica por completo, não te aceito pela metade. Não cato migalhas e restos de sentimentos sentidos pelo avesso. Pensa bem, se tu ficar me dou pra você. Te juro. Atravesso a avenida do mundo e paro no beco dos teus braços finos e protetores quando me abraçam pela minha cintura. Te asseguro que ali permaneço.
Mas se escolher ir embora, vê se escolhe bem. Pega o caminho do sol, e deixa que eu te guio pelo outro lado. Positivo, negativo. No teu caminho de sol, te guio no caminho das minhas escolhas tortas, erradas. Se fugir para a direção errada, te levo pro leste pra ver o sol nascer. Juro que te guio, juro que te cuido, jura que me cuida.
Te quero bem, vê se aguenta o peso que o mundo vai jogar em cima de ti. Chuta pra longe e vai, o mundo todo não é responsabilidade tua.
Só te cuida para não desandar, não gaste tudo por uma boca de batom vagabundo em algum boteco perdido na noite mais suja da tua vida nova. Olha dentro, vê alma, coração. Essa beleza física cai, murcha, deforma. A beleza de dentro levanta, infla, melhora. Mas vê se acha o equilíbrio, não quero encontrar contigo preso em braços belos e alma podre. Nem em alma nobre e braços podres. Coloca na balança, olha o lado que pende. Não tá reto? Joga fora. Precisamos de equilíbrio, baby, precisamos tanto... Se não achar, me procura. Te ajudo, me ajuda.
Mas vê se te cuida direito. Não posso te cuidar sozinha se tu não quiser também meu bem.
Te preciso muito hoje, vem. Vem, vamos tomar um suco de amora no quiosque natural do shopping aqui perto. Um suco de amora, um suco de amor. Pago teu suco, e não te exijo nada além de você por perto, seu sorriso bobo e alguns comentários banais sobre a idiotice mundana que nos rodeia. Só isso baby, só isso.
Talvez você não percebe meus olhos, delicadamente trabalhados com um traço denso e preto, manchado e escorrido. Você talvez não note a minha voz levemente embargada e com um leve traço de mágoa. São coisas assim, bobas, banais, que me assombram em minhas noites mais frias, mais escuras. E no meio dessas minhas noites doloridas, você me surge, carregado pelo brilho da Lua, pelo brilho das estrelas. Você surge, bate na minha janela de madeira, e entra. Simplesmente entra, sem pedir licença, sem olhar no fundo dos meus olhos assustados pela sua presença súbita e inesperada ali, na minha frente. Antes que eu consiga colocar em meus pulmões a menor partícula de ar que saiu rodopiando dos seus, você senta ao me lado, e me olha. Me olha com aquele seu olhar indecifrável, que tanto me incomoda e que tanto adoro.... Pouquíssimos instantes depois, me vejo empoleirada no teu peito fino, começando a ser definido, seus braços estão me sustentando, me mantendo ali, presa aquele momento somente contigo, você respira no espaço formado entre meus finos fios de cabelo e meu pescoço. Fico ali, aninhada no teu abraço bom, chorando no teu pescoço cheiroso. Adormeço com essa imagem na cabeça, solitária, abandonada, do jeito que eu conheço desde que me lembro como é respirar, adormeço ali, abandonada num mundo canibalesco.
Pego no sono com a esperança estúpida de que ali, tu vai me deixar em paz, longe da paz sombria de quando estou perto do teu rosto bonito. Mas nem ali tu me deixa! No sonho, criei a ilusão de que poderia ser feliz sem medo de cair, ou de ser jogada precipício abaixo. Te alcanço sem titubear, mas assim que me aproximo... Você some, explode em uma nuvem de poeira azul royal. Meus olhos miram o chão, e eu caio. Algumas vezes, a vida começa a sorrir para mim - mesmo que no inconsciente - e você volta, me reconforta ali, no meio de tudo ou no meio do nada. Outras vezes, você me deixa ali, sozinha. Ou simplesmente me assiste morrer aos poucos de algum canto mal iluminado no horizonte que vejo de dentro dos meus sonhos.
De qualquer forma, to te precisando hoje, baby. Te precisando muito.
Talvez você não percebe meus olhos, delicadamente trabalhados com um traço denso e preto, manchado e escorrido. Você talvez não note a minha voz levemente embargada e com um leve traço de mágoa. São coisas assim, bobas, banais, que me assombram em minhas noites mais frias, mais escuras. E no meio dessas minhas noites doloridas, você me surge, carregado pelo brilho da Lua, pelo brilho das estrelas. Você surge, bate na minha janela de madeira, e entra. Simplesmente entra, sem pedir licença, sem olhar no fundo dos meus olhos assustados pela sua presença súbita e inesperada ali, na minha frente. Antes que eu consiga colocar em meus pulmões a menor partícula de ar que saiu rodopiando dos seus, você senta ao me lado, e me olha. Me olha com aquele seu olhar indecifrável, que tanto me incomoda e que tanto adoro.... Pouquíssimos instantes depois, me vejo empoleirada no teu peito fino, começando a ser definido, seus braços estão me sustentando, me mantendo ali, presa aquele momento somente contigo, você respira no espaço formado entre meus finos fios de cabelo e meu pescoço. Fico ali, aninhada no teu abraço bom, chorando no teu pescoço cheiroso. Adormeço com essa imagem na cabeça, solitária, abandonada, do jeito que eu conheço desde que me lembro como é respirar, adormeço ali, abandonada num mundo canibalesco.
Pego no sono com a esperança estúpida de que ali, tu vai me deixar em paz, longe da paz sombria de quando estou perto do teu rosto bonito. Mas nem ali tu me deixa! No sonho, criei a ilusão de que poderia ser feliz sem medo de cair, ou de ser jogada precipício abaixo. Te alcanço sem titubear, mas assim que me aproximo... Você some, explode em uma nuvem de poeira azul royal. Meus olhos miram o chão, e eu caio. Algumas vezes, a vida começa a sorrir para mim - mesmo que no inconsciente - e você volta, me reconforta ali, no meio de tudo ou no meio do nada. Outras vezes, você me deixa ali, sozinha. Ou simplesmente me assiste morrer aos poucos de algum canto mal iluminado no horizonte que vejo de dentro dos meus sonhos.
De qualquer forma, to te precisando hoje, baby. Te precisando muito.
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