Vê se escuta de vez quem te rodeia e me manda de uma vez por todas pro inferno. Aproveita enquanto a minha carência tá longe de afetar meus pensamentos me deixando cada dia mais insana. Escuta, baby, escuta. Manda tudo o que passou pensando em mim pro inferno, me manda lá pro meio. Chuta essas lembranças feias pra longe e se joga na tua vida nova. Aproveita que é de graça, isso ninguém te cobra, ninguém te tira. Se aproveita do mundo insano que te cerca, aproveita todo o tempo perdido.
Deixo até você me odiar, por um tempo, com todo teu corpo claro, deixo sim. Mas vê se toma cuidado com todo esse amor profundo transformado em ódio profundo. Ódio tem vez que não passa, e ódio sufoca. E se tem muito, fecha a tua garganta e gruda na tua mente, te impede de ver o certo.
Se joga no mundo, aproveita tudo o que tu tem direito e vê se me dá ouvidos ao menos uma vez: para de sofrer por mim. Não compenso tudo isso. Você vai trombar com alguém bom pra você em alguma esquina, bar, ou qualquer bosta assim. Talvez hoje, amanhã, daqui dez anos. Mas vai. Acredita. Entendo o suficiente dessas coisas pra saber se tu vai ou não ser feliz, e eu te digo e repito, baby, você vai. Arranca a bunda dos teus amigos do couro gastado do sofá velho da casa deles, leva pra night. Bebe, dança, olha. Ou bebe e senta na mesa, conversando e fazendo a porra toda que vocês, homens, são especialistas: nada. Mas me tira um pouco dessa tua cabeça suja de moleque com hormônios saltando para fora dos poros abertos da pele do teu corpo translúcido. Me tira, me arranca, me arrasta pra fora. Mas saí de mim, saí da minha vida, me deixa sair da tua.
Entenda, não te quero mal. De jeito algum, já passou minha fase de querer alguém mal. Odeio um ou outro puto perdido por aí, mas você não. Você é bom demais para ser odiado por mim. Não tenta mudar, para de colocar ideias estúpidas na tua cabeça pra me impressionar, me fazer voltar atrás. Eu não vou te ver de outra maneira novamente. Isso, chora, grita esperneia. Chora muito, lava tua alma, teu pulmão, tua mente, e principalmente teu coração. Teu coração é bom, mas não combina com o meu. Lava ele, livra ele desse amor doentio que tu sentes por mim há tantos meses.
Arrume um novo amor em um período de quinze dias, troque sem pensar se amará o mesmo da mesma forma que amava o último. Te entrega de peito, alma, coração, músculos, música. Faz que nem eu, arruma outro, outros, milhares de novos olhares para buscar dentro de multidões lotadas de tantos corpos com os mesmos objetivos fúteis. Mas vê se me abandona por ali, em algum canto escuro da tua alma. Eu fico aqui, no meu canto claro. Olhando pra nossas lembranças e sorrindo um sorriso gostoso de quem já foi feliz um dia, mas já não é mais tão feliz. Não tem chances de uma nova história para nós, baby, aceite isso de uma vez por todas. Não insista em uma coisa desgastada o bastante para te fazer chorar, te fazer querer morrer.
Entenda, não quero te ferir, nunca quis. Mas cheguei a um ponto em que já não tenho muitas opções: ou firo ou firo.
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