É bizarro ver o quanto as pessoas mudam de um ano para o outro, ver o quanto as importâncias diminuem. E quantas cicatrizes profundas marcam nossa alma. Mas eu ainda penso que o mais bizarro é que você nunca realmente se vai. Nunca se foi. Nós apenas tiramos férias da nossa relação complicada, e completa de ódio e de amor. Completamente lotada da gente. Sim, eu ainda acredito que você se importa. Mas se importa em algum lugar muito distante na sua alma, onde quem você costumava ser ainda existe. Não esse ser no qual você se tornou. Ainda mais agora.. É sempre nessa época que você se torna ainda mais presente pra mim, ainda que esteja terrivelmente distante. Mas nessa época do ano, todo e qualquer tipo de lembrança nossa salta em cima de mim, e me afogo nelas. Mesmo sem a minha prévia permissão para que essa invasão cruel aconteça. Ela simplesmente... volta. Todos os anos. Talvez seja simplesmente por que não exista um simples ano no qual nós não brigamos, ou nos odiamos por algum espaço de tempo, ainda que curto, ainda que longo. Mas dessa vez, a vida pesou na minha. E fez essa discórdia parecer uma morte na família. Sim. Você sempre foi família. E sempre vai ser. Família, você me dizia por tantas e tantas vezes, a gente não escolhe. E é verdade.
Mas tem doído. A minha dor dói, meu ódio dói, minha mágoa dói. E todos dizendo que nada disso compensa, já que eu sempre soube o que me esperava em algum momento. E talvez essa seja a pior parte de todas: saber o que me esperava, sempre. Mas eu sempre te conheci. E ninguém nos conhece tão bem quanto a gente. O que soa até mesmo bizarro, porque ainda hoje... eu sei que não acabou. É que mesmo com todas as nossas idiotices espalhadas por esses caminhos árduos, e traçados pelos nossos andares ébrios, nossos erros nos trouxeram aonde chegamos. E ainda vamos longe. Afinal, eu ainda lembro de como você assina as melhores coisas que eu já ganhei de você: EMA. terça-feira, 11 de dezembro de 2012
e.m.a
"amiga, engraçada, feliz, companheira, conselheira, linda, e histérica". Era essa a definição que você dava pra mim. Ainda lembra? É, eu lembro. E sim, por mais incrível que seja, isso ainda dói fundo na minha alma. Já tem mais de dois anos desde que você me disse isso. E eu ainda não tirei da cabeça. Por isso e tantas outras coisas com uma suposta importância banal é que ainda me prendem ao que nós éramos. Me prendem em quem você costumava ser. Você tinha um brilho próprio, e meu mundo ficava, ainda, mais azul do ele já era. E você não esqueceu, nunca, nem por um minuto idiota que essa era minha cor favorita. E agora, eu lembrei de quando você veio, saltitante e com um enorme sorriso no rosto, na minha direção. Na direção da pessoa mais importante da sua vida, me contando que havia escolhido uma das cores. Era azul. A minha cor. E escolheu porque sabia que eu iria adorar.
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