sábado, 17 de setembro de 2011

Cansei de tentar insistir numa história que não terá nenhum futuro, insisti por um tempo bastante longo. Fui contra o que todos me diziam, não acreditava no que via ao meu lado, não podia acreditar. Eu não queria acreditar.
A verdade é que eu nunca quis desistir de uma coisa que procurei a vida toda, desistir de uma coisa que eu sabia no fundo da minha alma, que me faria um bem enorme se eu tivesse nos meus braços. Quando você procura por algo durante muito tempo, você encontra, mas essa tal coisa não é destinada para você. A felicidade não é uma coisa criada para você ter. A vida gosta de aprontar coisas assim comigo, me apresenta um desejo muito além do meu alcance, algo que eu sempre sonhei. Me faz sonhar com isso todas as noites, mas nunca me deixa chegar perto, me firo de propósito, sei que não conseguirei alcançar. E todas as vezes em que eu caia nessa velha história, eu me afundava cada vez mais, não me permitia agarrar a corrente que me levaria ao topo outra vez, eu não queria. já estava profundamente acostumada com a dor de ser largada, esquecida, abandonada dentro de um poço fundo, no lugar mais escuro do mundo. Lá, do fundo, as estrelas já não eram visíveis, nada fazia sentido. Nada faz sentido quando você já não tem mais o que perder, suas fichas estão acabadas, e ninguém mais acredita em uma palavra que sai de sua boca amargurada.
No fundo, a vida já não tem sentido, não há com o que sonhar, você não pode se permitir sonhar quando não há nenhuma chance de melhora. Depois de um tempo morrendo aos poucos, as coisas mudam. Algo é necessário para que não exista a loucura completamente profunda e irremediável, e nesse momento, você sonha. Volta ao passado, relembra coisas que nunca deveriam ser tiradas de dentro da caixa escura, trancada e jogada no fundo da memória. As feridas são cutucadas, reabertas com toda a força possível, cada lembrança que fora um dia feliz e que hoje é dolorosa é invocada, vozes, toques, suspiros... tudo isso é tão concreto que é possível até sentir o cheiro. Você sucumbe, cai na tentação de querer subir novamente, mesmo sabendo que irá voltar ao fundo quando menos esperar. Seus joelhos lhe traem, e tudo o que você sente é o sangue escorrendo no chão íngreme, cheio de falhas e coisas cortantes. Leva as mãos ao rosto, e sente as lágrimas caindo sem pedir permissão. Tenta dormir, fugir um pouco da tortura induzida, mas não pode, sua consciência é cruel demais para lhe permitir fugir disso. As lembranças ficam cada vez mais nítidas, e não há mais o que fazer para lutar contra, só abaixar a cabeça e mergulhar na dor. Sem se preocupar em voltar para a superfície,
O tempo vai passar, e antes que você se dê conta, nem se lembrará direito do que houve naquela noite, tanto tempo atrás, sob a meia luz. Nada mais fará sentido, não importará. A luz do sol existe outra vez. Está curada, não há ferida aberta. Mas o mundo não é bonito, e antes que toda a liberdade possa ser curtida de uma forma decente, algo lhe leva de volta. Ele ressurgiu, faz travar seu corpo inteiro. Na sua cabeça, só há aquele filme ferino, cheio de lembranças, memórias e sonhos. As mãos nas suas costas, o cheiro no teu pescoço.... Você caí de novo, caí fundo. Em um piscar de olhos, voltou ao fundo, não sabe como sair de lá, nunca havia sofrido uma queda tão brusca, tão de repente. A voz recentemente escutada, ainda ecoa nos pensamentos, o olhar ainda não para de lhe encarar. E você eu sucumbo outra vez, desisto de tentar desistir. Não há como parar de sonhar com uma vida perfeita, ou medíocre. Nada importa, desde que o sonho esteja comigo, meus sonhos mais bonitos personificados. A voz não se calava, a cabeça gira sem parar. E num passe de mágica, as coisas passam a fazer sentido. A subida não é permitida nesse mundo, no meu mundo. Eu devia viver no fundo, aceitar as lembranças, sonhar com meu pequeno príncipe me jogando algo e me levando de volta para cima, ao seu lado. Me fazendo perder o medo de perder sua voz.... A voz é algo que eu não posso viver sem, a voz, o riso... Meu maior temor era ter perdido a lembrança de como soava, ter esquecido o timbre exato, esquecido como ela soa quando ele sorri.  Eu tentara fugir das lembranças, tentei o espantar de meus pensamentos por tempo demais, com todas as minhas forças. Ele não poderia ter voltado, eu não podia pensar nele. Mas eu pensava, eu lembrava, eu sonhava. Doía, mas eu fugia da dor intensa por dias, melhorei com o tempo. Longe, eu não sentia nada, era toda torpor, não havia nada que me fizesse ascender, ou decair. Eu estava planando no purgatório. Mas no momento em que reencontrei aqueles olhos, desejei a dor. Lutei contra tudo o que mais preservara, o que levantara em volta da dor, destruí fortalezas imensas dentro da minha mente, dentro do meu peito. Eu queria a dor. A dor era a única prova de que nada daquilo que me assombrava nas minhas noites mais frias e solitárias de que ele existira na minha vida. E que continuava existindo, mesmo longe. Eu já estava exausta de tentar me proibir de lembrar de tudo, e eu não poderia esquecer.
Não fazia ideia de por quanto tempo eu continuaria infeliz, se era uma coisa temporária - como todos me diziam incansavelmente - ou se duraria para sempre. Talvez, se fosse temporário, eu conseguiria lembrar tranquilamente desse tempo, sem sofrer tanto, ou até mesmo, sem sofrer. Talvez, se tornaria uma lembrança neutra, algo que marcou na época, mas que no futuro, não me afete.
Eu não podia continuar lutando contra meu destino, a única coisa que me fora reservada era a profunda solidão, o abandono completo. E mesmo no fundo, pude voltar a ver as estrelas.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Sentou-se em um bando do jardim escuro e olhou para o céu. Haviam poucos pontos acesos no céu negro, poucas estrelas naquela noite. Encarou aquele pequenos pontos iluminados fracamente por algum tempo, olhava sem se cansar, via desenhos se formando, desenhos, memórias, palavras. Lembrou-se de sua infância, das vezes em que deitara na grama verde e observara as nuvens, observara as estrelas. Lembrou-se também de sua avó, das vezes que ia com ela ao parque não muito longe dali para fazer pique-nique. ''Já fazem oito anos...'', pensou, sua avó já havia partido, já a havia abandonado já havia oito anos. Levou a mão até o pequeno pingente que carregava todos os dias numa gargantilha. Um pequeno coração de ouro branco, trabalhado minunciosamente, com pequeníssimas pedras incrustadas. Suspirou e lembrou-se do infeliz motivo que a levou até ali. Sentiu os olhos se enxerem de lágrimas, e piscou rapidamente por algumas vezes, para espantar as lágrimas inoportunas. Uma tentativa em vão, tola, sem nenhum resultado. Percebeu a luz do celular acendendo, e ouviu o som indicando uma nova mensagem. Lançou o celular para debaixo do banco, sabia quem havia mandando a mensagem, e tinha uma ideia muito clara, muito dolorosa, do que se tratava.
No instante em que o celular tocou o chão, ela perdeu o controle. Seu corpo já não respondia ao seu cérebro, respondia ao seu coração. E naquele momento, a ordem dada foi parar de resistir. Seus joelhos dobraram até tocarem o chão, as mãos foram de encontro ao rosto, cobrindo os olhos, as lágrimas inundaram sua face. Lágrimas grossas, pesadas, carregadas de dor, lágrimas de um choro sem som. Fugira daquele momento o máximo que podia, mas nenhuma fuga é eterna, e o momento final havia chego. Ela estava encurralada, a última parede em um túnel íngreme de um labirinto. Ela já não poderia continuar fugindo de si mesma, não poderia fugir do seu próprio destino, por mais doloroso que fosse. Ela não era boa o suficiente, não era boa o bastante para nada. Lembrava-se disso todas as vezes em que recaía na doença, todas as noites, algumas tardes, e raras manhãs. Lembrava-se disso a cada novo valor que recebia nos estudos. Resultados de tardes de dedicação, trabalhado duro convertido em nada. Lembrava-se em todos os instantes, esse pensamento não a deixava em paz. Perturbava-a até mesmo em seus sonhos mais bonitos, não há remédio algum que a cure dessa doença, desse problema. Não é doença do corpo, é doença da alma. Não há morfina alguma que cesse a dor que ela sente, a dor cortante de dentro da sua alma, dor que vem de dentro para fora.
Ela não era boa o suficiente para a vida, nunca seria o destaque. Não nascera para viver nos holofotes, e sim, nos bastidores. O mais longe possível da luz, o mais perto da sombra, longe da atenção do mundo. Não era boa para ter sucesso, não era boa para ser o sucesso.
Não poderia lutar contra isso com tanta força, existem coisas pré-definidas na vida, e não há maneira alguma de mudá-las. Mas ela gostaria de que as coisas fossem diferentes, demorou para aceitar isso. Mas a vida é dura com quem não nasce com talento para algo, e pior ainda com quem não nasce para ser boa. Ela queria ser boa, realmente queria.  E ela vai até o fim para conseguir isso.
No meio de todo o pranto, de toda a dor, a lua reapareceu no céu. Gorda e brilhante como sempre seria. Lua Nova. Uma parte na sombra, uma parte na luz. Saindo da sombra indo para a luz, ou vice-versa. Igual a ela naquele momento, transição de uma coisa para a outra. Olhou novamente para o céu, levantou-se, limpou as roupas, secou as lágrimas. Abaixou-se para pegar o celular, respirou fundo e ao abriu. As mãos estavam trêmulas e os pensamentos mais bagunçados do que de costume. O conteúdo a surpreendeu, a última coisa que ela esperava naquele momento. Mas a melhor. O firmamento da transição sombra-luz. Final de uma história, começo de outra. Coisa tão banalmente essencial, fazer o que.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Ela estava de preto. Confundiria-se com a noite, se fosse noite. Mas não. O sol sorria aquele sorriso amarelo e ardente do alto daquele céu azul anil. Os cabelos castanhos caiam até um pouco abaixo dos seus ombros, brancos. Nada a faria mais vulnerável naquele dia do que toda a situação. Ela estava enfraquecida, azedando aos poucos.
Ela sorria um sorriso morto, já não possuía tanto brilho como possuíra algum tempo antes. Acho que isso é o que acontece com quem se joga de tantos precipícios: azeda, estraga. E não havia outra forma de isso não acontecer a ela. Ela é humana, e algum dia já teve sentimentos. Em algum passado remoto, os sentimentos eram bonitos, tão brilhantes quanto as estrelas. Hoje, uma caverna tem mais luz do que seu  coração. ''Está morto'', ela não cansava de repetir. Repetia isso para todos, inclusive para ela mesma, na esperança de fazê-la acreditar no impossível, no inacreditável, no inalcançável. Mas, isso é característico da espécia humana: ir atrás da dor. Pessoas correm atrás do que vão fazê-las chorar por um longo período, em troca de uma noite, um dia, uma hora de felicidade. Felicidade superficial, falsa, enganosa. Um sorriso duro nos lábios vermelhos escuros,  lágrimas secas nos olhos marcados fortemente de preto.
Levantou-se da cadeira e foi até o espelho. Olhou fundo nos seus próprios olhos, e tocou seu rosto. Sentindo cada uma das marcas fundas nele. Abriu a gaveta, alcançou a maquiagem., destampou o lápis e reforçou o traço nos olhos. Lembrou de lhe dizerem sempre para não usar cores fortes, nada de preto nos olhos, cores fortes nos lábios. Aquele era outro sintoma, a quantidade de gente querendo controla-la, e não havia nada que ela odiasse mais do que controle. Nunca dera ouvido aos comentários sobre cores fortes. E passava, todos os dias. Era seu gosto, seu jeito. Porque mudá-lo? ''Não fica bom, desbota'', ela já estava desbotada havia muito baby, nada mais poderia lhe tirar a cor. Forçou ainda mais o lápis, e mais tarde, forçaria mais ainda o batom. Não desgastaria. Ela gostava de como aquilo parecia, de como aquilo soava. Gostava da falta de cor no rosto, gostava do escuro. ''Não chore, não chore, não chore.'', não parava de repetir essa frase tão em vão dentro de sua mente perturbada. Criara a ilusão de que poderia se esconder debaixo da maquiagem. ''Quanto mais maquiagem, menos emoções.'', filosofia forçada, perturbada, machucada.
Tocou os lábios, feridos, reforçou também o batom. Escuro, tão escuro quanto seu interior. Nothing special, nothing different, baby. Prendeu os cabelos escuros com um grampo. Olhou seu rosto pela última vez, e sentou-se na cama. Alcançou um sapato alto, alto o suficiente para passar a imagem de superioridade, imagem de indiferença. Calçou um pé de cada vez, com lentidão. Lembrou-se de Cinderella. Fudida a vida inteira, casada com um príncipe, sorriu de canto, um sorriso ácido, irônico não? No final tudo dá certo. Falsidade, mentira, calúnia. Nada dá certo se não é para dar, chega de mentiras. A vida é duro, o mundo é cruel, e ninguém vai te dar chance. Calçou o outro pé, levantou-se. Olhou-se no espelho, ''ótima fantasia'' pensou enquanto dava uma volta em seu eixo para poder se enxergar melhor, ''assim todos pensarão o que eu quero que pensem''. Foi até a prateleira, alcançou seu perfume favorito, Passou um pouco em locais estratégicos. Escolheu brincos, anéis, colares e pulseiras, colocou-os. Olhou-se no espelho. Viu o reflexo da imagem final. E passou pela porta. Pisando forte, coração tremendo, rosto levantado, e cabeça no presente. Passou pela porta e não olhou nunca para trás.

sábado, 3 de setembro de 2011

Não adianta. Simplesmente não adianta. Tem coisas que não dão liga na vida. Ser feliz, bem resolvida e etc, é uma coisa que não dá liga na minha. Afinal, pra que ser desejada né? Pra que ser bem vista né? Não adianta, eu luto contra toda essa babaquice de não preciso disso, daquilo, daquilo outro. Mas, olha só. Para tudo. Revelação chocante. Eu preciso sim. E preciso muito. Ah, como eu preciso de alguém me querendo. Como eu preciso de que alguém que eu quero me queira também. Preciso sim. É da natureza humana, da natureza feminina, da minha natureza querer alguém. E, infelizmente, é da minha natureza não ser desejada. Não há jeito algum de algumas coisas darem certo na minha vida.
Andei pensando aqui com meus neurônios, zíperes e etc: ser desejada sai caro. Estica daqui, pinta dali, repuxa de lá, aperta, enxuga, seca, não respira. Cansa. Sai caro. Pra quê? De que adianta você sair linda, maravilhosa, divina de casa se a imagem que as pessoas tem de você não muda? Se todos vão te ver apenas como ''amiga''?
Acho que nem uma máscara, fantasia, nada muda isso. Ou será que muda? Bom, tanto faz. A questão é que toda essa mudança demora, demora. Demora éons. A verdade mesmo, é que sempre vai ter alguma amiga sua chama mais a atenção que você. Sempre. Não importa o quão princesesca você esteja, o destaque não vai ser você.
Ou talvez até seja. Mas isso é felicidade, e disso eu não entendo.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Juro que eu ando tentando me afetar psicologicamente o suficiente a ponto de chorar, mas não dá. Não tá dando. Já deu o bastante. Sim, eu ainda fico triste. Isso é inevitável. Mas não choro. Passo cristal, corto cebola, coço os olhos, os mantenho abertos tempo o suficiente.... Mas nada. Nadica de nada. Nem uma lágrima mixuruca desce dos meus olhos. Dizem, que, depois de um tempo, depois de muito chorar, suas lágrimas... ''secam''. Ou pelo menos, precisam de algo a mais para aparecerem. Não entendo o porque. Lágrimas são coisas fundamentais na vida de um ser humano, ainda mais na vida de uma representante-do-sexo-feminino-cheia-de-hormônios-a-flor-da-pele, como eu.
Isso é mito, claro. Já viu algo absurdo desse ser cem por cento verdade? Bom, eu não. Mas já vi verdades absurdamente ridículas. Anéis em batatas, matemáticos ''bruxos'' - não que eles não sejam loucos, retardados, problemáticos, doentes e etc, mas bruxos não -, impostos por causa de barbas..... Bom, absurdas. Acho que os cientistas, intelectuais e desocupados fundaram uma associação. Algo com o intuito de inventar coisas para deixarem nós, ''meros'' mortais, nos perguntando se isso é ou não verdade.
Uma forma de controlar o mundo, penso eu, do alto de pouco mais de uma década e meia de vida.
Seguramos coisas assim, perguntas assim, dentro de nós mesmos. E essas pequeninas perguntas nos levam a milhares de outras perguntas, que nos levam a um enorme labirinto. E cada vez ele fica mais, mais, mais, mais, mais, mais, mais fundo. Uma bola de neve, um carvão em brasa em cima do nosso peito. E aquilo dói, arde queima. É o retorno da idade média. Idade das trevas. Sem direção alguma para o conhecimento. Gosto do Illuminismo. Gosto das luzes, da claridade. Luz representa a sabedoria, gosto disso, gosto da ideia de saber, de conhecer. Gosto de saber como agir, como não agir. E gosto quando as pessoas sabem o mesmo para comigo. Ainda mais, se me agrada.
Essa história de gosto-de-quando-fazem-o-que-me-agrada é coisa de gente tão.... intocável. Assim como eu, assim como você. Somos frescos o bastante para querermos escolher como seremos felizes, com quem, quando, porque. Apesar de ser extremamente burguesa essa ideia, gosto dela. Acho que devemos sim termos direito de escolha sobre nossa felicidade. Mesmo que isso signifique ferir os outros. Mas, ei, não sempre. Se esse ferimento proposital se tornar uma coisa constante, você não quer ser feliz. Você quer ver sofrimento. Quer sofrimento? Vai pra África. Lá, infelizmente, é sofrimento puro, elevado à décima potência. Mas claro que ninguém vai sair da tua cadeira macia, largar tua xícara de chocolate quente com um tablete de chocolate amargo derretido, sair debaixo do teu cobertor de lã, e deixar o gato de lado, para ir até a África em busca de uma coisa mais reconfortante que a nossa vidinha perfeita. Claro que não. Somos acomodados, tenho dito. Geração comodismo. Queremos tudo, não fazemos nada. Foi-se o tempo de que adolescentes iam às ruas lutar por alguma coisa. Isso não é certo. Mas vamos esperar a próxima geração, quem sabe eles façam mais coisa que a nossa geração cadeira.