quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Juro que eu ando tentando me afetar psicologicamente o suficiente a ponto de chorar, mas não dá. Não tá dando. Já deu o bastante. Sim, eu ainda fico triste. Isso é inevitável. Mas não choro. Passo cristal, corto cebola, coço os olhos, os mantenho abertos tempo o suficiente.... Mas nada. Nadica de nada. Nem uma lágrima mixuruca desce dos meus olhos. Dizem, que, depois de um tempo, depois de muito chorar, suas lágrimas... ''secam''. Ou pelo menos, precisam de algo a mais para aparecerem. Não entendo o porque. Lágrimas são coisas fundamentais na vida de um ser humano, ainda mais na vida de uma representante-do-sexo-feminino-cheia-de-hormônios-a-flor-da-pele, como eu.
Isso é mito, claro. Já viu algo absurdo desse ser cem por cento verdade? Bom, eu não. Mas já vi verdades absurdamente ridículas. Anéis em batatas, matemáticos ''bruxos'' - não que eles não sejam loucos, retardados, problemáticos, doentes e etc, mas bruxos não -, impostos por causa de barbas..... Bom, absurdas. Acho que os cientistas, intelectuais e desocupados fundaram uma associação. Algo com o intuito de inventar coisas para deixarem nós, ''meros'' mortais, nos perguntando se isso é ou não verdade.
Uma forma de controlar o mundo, penso eu, do alto de pouco mais de uma década e meia de vida.
Seguramos coisas assim, perguntas assim, dentro de nós mesmos. E essas pequeninas perguntas nos levam a milhares de outras perguntas, que nos levam a um enorme labirinto. E cada vez ele fica mais, mais, mais, mais, mais, mais, mais fundo. Uma bola de neve, um carvão em brasa em cima do nosso peito. E aquilo dói, arde queima. É o retorno da idade média. Idade das trevas. Sem direção alguma para o conhecimento. Gosto do Illuminismo. Gosto das luzes, da claridade. Luz representa a sabedoria, gosto disso, gosto da ideia de saber, de conhecer. Gosto de saber como agir, como não agir. E gosto quando as pessoas sabem o mesmo para comigo. Ainda mais, se me agrada.
Essa história de gosto-de-quando-fazem-o-que-me-agrada é coisa de gente tão.... intocável. Assim como eu, assim como você. Somos frescos o bastante para querermos escolher como seremos felizes, com quem, quando, porque. Apesar de ser extremamente burguesa essa ideia, gosto dela. Acho que devemos sim termos direito de escolha sobre nossa felicidade. Mesmo que isso signifique ferir os outros. Mas, ei, não sempre. Se esse ferimento proposital se tornar uma coisa constante, você não quer ser feliz. Você quer ver sofrimento. Quer sofrimento? Vai pra África. Lá, infelizmente, é sofrimento puro, elevado à décima potência. Mas claro que ninguém vai sair da tua cadeira macia, largar tua xícara de chocolate quente com um tablete de chocolate amargo derretido, sair debaixo do teu cobertor de lã, e deixar o gato de lado, para ir até a África em busca de uma coisa mais reconfortante que a nossa vidinha perfeita. Claro que não. Somos acomodados, tenho dito. Geração comodismo. Queremos tudo, não fazemos nada. Foi-se o tempo de que adolescentes iam às ruas lutar por alguma coisa. Isso não é certo. Mas vamos esperar a próxima geração, quem sabe eles façam mais coisa que a nossa geração cadeira.

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